O consumo de ovos só cresce no mundo todo. Prova disso é que esta proteína, tida por muito tempo como vilã da alimentação, vem ganhando o seu espaço em dietas balanceadas e super saudáveis.

O Brasil registrou recorde no consumo de ovos no último ano, alcançando a marca de 212 unidades por pessoa em 2018. Mas o campeão ainda é o México, com cerca de 360 unidades, segundo a ABPA (Associação Brasileira de Proteína Animal). Com este número, o país lidera o consumo mundial – é praticamente um ovo por dia.

Se mais pessoas comem ovos, é preciso de mais galinhas poedeiras para botá-los. O Brasil, junto da Argentina, Colômbia e Peru detêm mais de 80% da produção da proteína na América Latina. Felizmente, o sistema de criação convencional de galinhas de postura está perdendo o seu espaço, enquanto a produção de ovos de galinhas livres só aumenta. “É o resultado da pressão dos consumidores e de entidades que trabalham em prol dos animais, como o Instituto Certified Humane”, comenta o diretor da ONG para a América Latina, Luiz Mazzon.

Em númerosConsumo de ovos na América Latina

O aumento no número de certificações de bem-estar animal na América Latina confirma que o consumo de ovos está mais consciente. Cerca de 100 empresas brasileiras, por exemplo, incluindo grandes redes de supermercados, assumiram o compromisso de utilizar apenas ovos de galinhas livres até 2025.

Esse crescimento também foi registrado nas certificações de bem-estar animal Certified Humane. “Em 2019, concedemos 12 novas certificações para galinhas poedeiras somente na América Latina. Para se ter uma ideia, há quatro anos, eram apenas quatro granjas de galinhas certificadas na região”.

No México, a nossa certificação de bem-estar animal chegou no país através do selo para a granja Rancho Dos Aguas. A seguir, confira a entrevista que a administradora do local, Verónica Carmona, concedeu a uma rádio local.


O assunto também foi repercutido em uma entrevista de Mazzon para um
site mexicano. Segundo Luiz, o México é um dos países mais atrasados na questão da certificação de bem-estar animal, apesar da importância do país na indústria alimentícia – além de ser o maior consumidor de ovos do mundo, é ainda um dos principais exportadores da proteína.

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