O McDonald’s, que em 2014 declarou publicamente que iria utilizar somente carne bovina produzida com sustentabilidade, está avançando neste contexto.

Tido como vilão pelos ambientalistas, o produto vem ganhando novas versões, já que não é preciso virar vegetariano para aliviar a consciência. E o McDonald’s está saindo na frente na chamada pecuária sustentável.

Assim como com os hortifruti, os consumidores também estão preocupados com a procedência e qualidade da carne bovina. No Brasil, o McDonald’s está cumprindo com a promessa e quase quadruplicou a meta estabelecida, saltando de 250 t (2016) para 970 t (2017) de utilização do produto. A rede compra cerca de 33.000 t de carne bovina por ano e pretende suprir 100% desta demanda com uma produção sustentável, mas não indicou prazo para isso.

Onda saudável

Tudo o que se come tem um impacto direto sobre a natureza. Este entendimento está cada vez mais presente nos consumidores, que estão mais exigentes. E as grandes empresas, como o McDonald’s, estão direcionando o seu posicionamento para isso. Não dá pra negar que a pecuária é uma das principais causadoras do efeito estufa, provoca desmatamentos e utiliza grande parte da terra cultivável do mundo. Por outro lado, o consumo tem crescido – eram 23 kg por pessoa ano em 1961 e agora está em 43 kg – e existem alternativas do bem para suprir essa demanda.

É possível continuar sendo carnívoro mas com a consciência aliviada ao optar por produtos advindos do bem-estar animal. A compra de carne sustentável do McDonald’s iniciou pela Amazônia Legal, como forma de estimular novos produtores a aderir a este tipo de criação. Segundo Leonardo Lima, diretor da Arcos Dourados, que administra a empresa na América Latina, o McDonald’s viu que é possível aumentar a produtividade de forma eficiente, respeitando o Código Florestal e o bem-estar dos animais.

Bem-estar animal é compromisso assumido

Além de exigir melhorias contínuas nas propriedades fornecedoras de carne bovina, o McDonald’s já McDonald's se comprometeu em comparar somente ovos de galinhas livresanunciou que comprará somente ovos de galinhas livres de gaiolas a partir de 2025. Na empresa o tema não é novo e se soma a outras atitudes em favor dos animais. Os bois não são confinados e não sofrem qualquer tipo de sofrimento, do nascimento ao abate.

A gigante está levando o assunto muito a sério. Tanto que vai utilizar o GIPS (Guia de Indicadores da Pecuária Sustentável) para alcançar os padrões de sustentabilidade, sendo que o bem-estar animal é um dos pilares desta estrutura, conforme o diretor de fornecimento estratégico da McDonald’s Corporation, Daniel Boer. Para ele, a transparência da cadeia de produção veio para ficar.

Aliado a isso, o selo de bem-estar animal é a única forma de garantir ao consumidor que irá comer um hambúrguer em que o animal foi criado com manejo humanizado. “Hoje, o Brasil ocupa uma posição líder na evolução do bem-estar animal, mas claro, não é um destino, é uma jornada. Tem muito a ser feito, muito a melhorar, nunca termina. Então a gente tem que continuar medindo, implementando ações, reportando e comunicando todo esse trabalho exemplar feito pelo Brasil”, comentou.

Com informações do O Globo Gastronomia e do Giro do Boi.

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