Há algumas semanas, postamos aqui uma edição do curso de bem-estar animal para iniciantes promovido pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). A procura foi bastante alta e, agora, a instituição está com inscrições abertas para outro tema: o transporte legal de aves. O acesso é gratuito e pode ser efetuado aqui

Também idealizado pelo Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), este curso de bem-estar animal será voltado às boas práticas para o transporte de aves. A ideia é reduzir os prejuízos à saúde e o estresse aos animais transportados, assim como os econômicos para as empresas.

Este curso é direcionado aos trabalhadores da avicultura, produtores rurais, condutores de veículos para transporte de animais vivos, trabalhadores das indústrias de abate de aves, profissionais e estudantes de ciências agrárias. 

Cada participante receberá um certificado após a conclusão das aulas. Para isso, o aluno deverá obter uma qualificação maior ou igual a 80 pontos. A Médica Veterinária Auditora Fiscal Agropecuária do MAPA, Lizie Pereira Buzzo, é a responsável pelo curso. 

Segundo Lizie, o principal é que os profissionais conheçam as especificidades das aves e, assim, consigam reduzir os impactos provocados pelo transporte nos animais. Esta é uma etapa delicada para os animais de produção, exemplificada com detalhes nos referenciais da Certified Humane de cada espécie. 

 

Normas para o transporte de animais

O curso de bem-estar animal realizado pelo MAPA é uma introdução para os profissionais que desejam iniciar suas produções ou atuar em uma delas. Para se aprofundar no assunto e realmente atuar conforme os referenciais – ou ainda obter o selo de certificação Certified Humane -, é necessário seguir o exatamente o que sugere em cada uma das normas e, depois, submeter a propriedade a uma inspeção para validar que tudo foi cumprido.

Vale lembrar que cada espécie exige cuidados específicos. No caso das galinhas poedeiras, por exemplo, o transporte das aves deve ser planejado e manejado para garantir que elas não sofram de diestresse ou desconforto desnecessário. 

Outro ponto importante é que os funcionários envolvidos no transporte devem ser treinados e para tais tarefas, assim como as empresas devem ter um plano de Ação de Despopulação (DAP), elaborado pela equipe interna da granja para cada galpão. 

Quando falamos em frangos de corte as orientações são outras, como:

  •         os limites do período do transporte;
  •         monitoramento dos níveis de mortalidade;
  •         adequação nos níveis de ruídos;
  •         precaução contra estresse térmico;
  •         ventilação;
  •         proteção para condições climáticas extremas.

Vale lembrar que o objetivo do programa Certified Humane é adotar uma política de cuidados do nascimento ao abate. Caso tenha interesse, inscreva-se no curso de bem-estar animal on-line. As inscrições podem ser feitas neste link.

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