Bem-estar animal na suinocultura: matrizes bem alojadas melhoram a produtividade

A cada dia novos produtores descobrem os vastos benefícios de se garantir o bem-estar animal na suinocultura. Na gestação em grupo, por exemplo, aprimorar as condições das instalações destinadas às fêmeas matrizes impacta positivamente tanto na produtividade quanto no próprio ambiente de trabalho – um reflexo da redução no estresse dos animais.

Animais sociais que são, os suínos vivem melhor na companhia de outros indivíduos da espécie mesmo quando estão em fase de gestação e também precisam de espaço para explorar o ambiente. E para dar às fêmeas o direito de exercer seu comportamento natural com segurança, é preciso adotar alguns cuidados no que se refere às suas instalações.

Quer entender como melhorar as instalações das matrizes também melhora a produtividade? Conhecer o layout ideal para as baias e outros cuidados a tomar no alojamento das fêmeas? Siga conosco!

Melhorias nas instalações contribuem para a produtividade

Ao contrário do que se imaginava como ideal e praticou-se durante muitos anos, alojar as matrizes em isolamento individual é extremamente negativo para o animal. Elas precisam poder exercitar-se fisicamente, interagir com o grupo e explorar o ambiente, além de delimitar seu próprio espaço e área de descanso.

Veja o que ocorre com a matriz em gestação ao ser isolada:

  • Estresse crônico;
  • Problemas comportamentais, fisiológicos e sanitários;
  • Frustração, estresse social;
  • Infecções urinárias, lesões de apoio e doenças locomotoras.

Os países desenvolvidos já adotaram a gestão em grupo como modelo ideal na suinocultura e estão eliminando progressivamente o uso de gaiolas – na França e na Alemanha, por exemplo, 70% das matrizes estão alojadas em grupo. Mas para fazer essa transição com sucesso é preciso estar atento às características comportamentais da espécie suína.

Veja cuidados a tomar:

  • As matrizes vivem em grupos estáveis de 6 a 10 fêmeas;
  • A hierarquia é estabelecida por dominância;
  • Quando um novo animal entra no grupo, haverão brigas para restabelecer a hierarquia;
  • De comportamento exploratório, os suínos passam de 6 a 8 horas por dia cavando, chafurdando e buscando comida em grupo.

O layout das baias

De acordo com as premissas da European Comission, o projeto para o alojamento das fêmeas deve sempre levar em consideração a densidade das baias e os aspectos do comportamento animal. Assim, ao construir as instalações é preciso levar em conta uma série de fatores:

  • Tamanho do grupo a ser alojado;
  • Forma de arraçoamento;
  • Existência de áreas de fuga;
  • Presença de material de enriquecimento.


Escolher um layout dispondo de uma baia coletiva maior e diversas baias de fuga menores vai reduzir o número de brigas e disputas por água, comida e posição social. Tal disposição também facilita a separação das áreas para manter as atividades principais na área suja maior e destinar o descanso ou a fuga das fêmeas para as baias menores.

Alojamento das fêmeas

Investir no alojamento das fêmeas em grupo com um sistema de alimentação automático resulta em várias vantagens tanto para os animais quanto para o produtor. Além de reduzir ainda mais as competições por alimentos, o sistema é atrelado a um chip na orelha de cada fêmea que é lido na entrada da estação de alimentação – e calcula a quantidade exata de ração que ela precisa.

Confira os benefícios de automatizar a alimentação das matrizes:

  • Melhoria do bem-estar animal;
  • Número reduzido de funcionários e com maior qualificação;
  • Melhora na condições de trabalho e menos atividades rotineiras;
  • Maior motivação dos funcionários;
  • Facilidade em separar cada fêmea do grupo para tratamento individualizado;
  • Equipamentos que permitem rápida identificação da fêmea;
  • Fácil de operar;
  • Menos desperdício de ração;
  • Melhor controle individual da alimentação das fêmeas.

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2023-01-10T15:40:04-03:0010/01/23|Suínos|

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