A certificação de bem-estar animal já é um assunto presente entre as indústrias alimentícias ao comprarem matéria-prima de origem animal e dos próprios criadouros, que precisam cumprir algumas normas para revender seus produtos.

Se o mercado exige, as empresas procuram atender, assim como grandes marcas já fizeram. Giraffa`s, Spoleto, Domino`s Pizza, Bob`s, Pizza Hut, Burger King e McDonald`s, por exemplo, assumiram o compromisso de exigir que os fornecedores de ovos não mantenham as galinhas poedeiras presas em gaiolas. 

Somente é possível garantir essas boas práticas por meio da certificação de bem-estar animal, como o selo Certified Humane. Esta é a garantia que os criadores dos animais de produção podem oferecer à indústria e também ao consumidor final. 

Quem pensa que somente o consumidor é beneficiado com isso, está enganado. As empresas que investem em processos humanizados também ganham em diversos aspectos: 

  • Promoção da marca com responsabilidade;
  • Posicionamento da empresa em prol de uma vida digna para os animais;
  • Capacidade produtiva, já que diversos estudos mostram que animais criados com bem-estar são mais eficientes;
  • Garantia de qualidade dos produtos;
  • Abertura de novos mercados ou comercialização dos produtos em outros países que exijam a certificação de bem-estar animal;
  • Redução de riscos para os investidores, pois o seu negócio estará mais bem posicionado ao atender expectativas dos consumidores e do mercado com a qualidade adequada;
  • Lucratividade do negócio

 

Indispensável para a certificação de bem-estar animal

Independente do tamanho da empresa ou indústria, se é uma multinacional ou regional, é viável solicitar o selo de bem-estar animal Certified Humane. No caso dos criadores de animais, o ponto principal é seguir à risca os referenciais da espécie em questão.

Já para os processadores de alimentos, o essencial é adquirir a matéria-prima de produtores certificados. Para cada segmento, são necessários os monitoramentos de registros de desempenho. Veja alguns exemplos abaixo: 

Para criadouros de animais de produção:

  • Monitoramento de níveis de amônia e temperatura;
  • Programa de iluminação;
  • Registro de mortalidade com as causas.

Estes monitoramentos permitem uma melhor gestão da qualidade de vida dos animais, além de fornecer aos inspetores Certified Humane uma visão mais ampla de tudo o que acontece na granja ou na fazenda. Além disso, são necessários os seguintes documentos: 

  • Diagrama das instalações (dimensões dos celeiros, galpões, piquetes e pastagens, tamanho e tipo de comedouros e bebedouros, tipo de sistemas de ventilação, tamanho da área de cama, quantidade de ninhos e poleiros para operações de galinhas poedeiras);
  • Registros de ingredientes de ração e respectivos fornecedores;
  • Registros de consumo de ração e de água;
  • Entradas e saídas de animais da operação; 
  • Registros sanitários;
  • Manutenção de equipamentos e treinamento dos responsáveis pelo tratamento com os animais;
  • Políticas de biosseguridade, protocolos de limpeza e desinfecção;
  • Registros sanitários das autoridades locais;
  • Contatos de emergência.

Todo alimento que tem em seu componente matéria-prima de origem animal pode ter o selo Certified Humane. Barilla, Korin, Ovobrand, Netto Alimentos, Tecnovo, entre outras, já possuem a certificação de bem-estar animal. Veja quais são as principais regras:

  • Adquirir toda a matéria-prima de fornecedores com a certificação de bem-estar animal Certified Humane, seja ovos, leite, carne ou lã;
  • As empresas são submetidas às inspeções anuais de rastreabilidade, que vão verificar se os controles de segregação são eficazes, desde o recebimento das matérias-primas até a expedição dos produtos terminados e embalados com o selo de certificação.

É importante lembrar que indústrias de massas, pratos congelados à base de frango, pizza, laticínios, embutidos à  base de carne de porco, comida para animais de estimação, cookies, entre outros, podem ser certificados. 

Assim como os restaurantes que utilizam ingredientes certificados pelo programa Certified Humane® também podem se certificar e inserir o logo da certificadora no cardápio. E ainda produtos não alimentares elaborados com lã de ovelha, por exemplo, ou cosméticos à base de leite de cabra também podem conter o selo de certificação de bem-estar animal.

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