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	<title>Arquivos ovos caipira - Certified Humane Brasil | Bem-estar animal</title>
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	<description>O selo Certified Humane® certifica que um alimento vem de produtores que atendem exigências objetivas de bem-estar animal.</description>
	<lastBuildDate>Tue, 04 Jun 2024 21:03:41 +0000</lastBuildDate>
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		<title>Entenda as diferenças entre os sistemas cage free, free range e orgânico</title>
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		<dc:creator><![CDATA[rogerio]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 18 Oct 2023 21:33:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Galinhas Poedeiras]]></category>
		<category><![CDATA[ovos cage-free]]></category>
		<category><![CDATA[ovos caipira]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Entre os tipos de produção e criação de galinhas poedeiras aptos a prover o bem-estar das aves, existem diferenças entre os sistemas cage free, free range e orgânico quanto aos recursos exigidos e ao manejo adotado para a  produção de ovos.  Eles são adotados de...</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h2><span style="font-weight: 400;">Entre os tipos de produção e criação de galinhas poedeiras aptos a prover o bem-estar das aves, existem</span><b> diferenças entre os sistemas cage free, free range e orgânico</b><span style="font-weight: 400;"> quanto aos recursos exigidos e ao manejo adotado para a  produção de ovos. </span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Eles são adotados de forma a permitir que as aves expressem seu comportamento natural e não sofram com estresse, medo e desconforto, além de colaborar para que sejam mais saudáveis naturalmente. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Porém, de forma distinta, cada um apresenta seus próprios requisitos quanto a </span><b>nutrição, fornecimento de recursos e tratamentos</b><span style="font-weight: 400;"> adotados, resultando em diferentes níveis de bem-estar fornecidos às aves.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Neste artigo, entenda quais são as diferenças e as particularidades entre os sistemas cage free, free range e orgânico e como elas podem impactar no processo de certificação de bem-estar animal. </span></p>
<p><a href="https://materiais.certifiedhumanebrasil.org/guia-digital-para-criacao-de-galinhas-poedeiras" target="_blank" rel="noopener"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter wp-image-2354 size-full" src="https://certifiedhumanebrasil.org/wp-content/uploads/2019/01/guia-digital-galinhas-banner.jpg" alt="" width="600" height="227" srcset="https://certifiedhumanebrasil.org/wp-content/uploads/2019/01/guia-digital-galinhas-banner.jpg 600w, https://certifiedhumanebrasil.org/wp-content/uploads/2019/01/guia-digital-galinhas-banner-300x114.jpg 300w, https://certifiedhumanebrasil.org/wp-content/uploads/2019/01/guia-digital-galinhas-banner-200x76.jpg 200w, https://certifiedhumanebrasil.org/wp-content/uploads/2019/01/guia-digital-galinhas-banner-400x151.jpg 400w" sizes="(max-width: 600px) 100vw, 600px" /></a></p>
<h2><b>Principais diferenças entre os sistemas cage free, free range e orgânico</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Embora apresentem semelhanças e os três modelos permitam que as galinhas poedeiras circulem com liberdade dentro dos galpões ou aviários, existem diferenças entre os sistemas cage free, free range e orgânico, portanto, eles não são a mesma coisa, inclusive em termos de bem-estar. E tampouco têm relação com a </span><a href="https://g1.globo.com/economia/agronegocios/noticia/2023/01/28/ovo-caipira-organico-cage-free-saiba-diferenciar-os-tipos-spoiler-nao-e-pela-cor-da-casca.ghtml" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">cor da casca dos ovos</span></a><span style="font-weight: 400;">.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apenas a produção orgânica está prevista por lei. Como exemplos podemos citar o “National Organic Program(NOP)”, dos Estados Unidos, e a Lei brasileira 10.831/2003 com seus respectivos decretos e instruções normativas. A produção de ovos free range não tem previsão legal, apenas normas técnicas em alguns países. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os ovos livres de gaiola, mais conhecidos como cage free, por sua vez, não têm definição legal. Dito isso, existem exigências definidas para todas as granjas que buscam a certificação de bem-estar animal com o selo Certified Humane. Como a restrição de aves em gaiolas é proibida pelo programa Certified Humane, qualquer ovo que leva este selo é, por definição, cage free. Mas as exigências vão muito mais além do que simplesmente banir as gaiolas. Além disso, produtores com o selo Certified Humane têm a opção de fazer referência ao sistema free range de produção se cumprirem determinadas exigências adicionais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nos três modelos, a </span><b>utilização de gaiolas é proibida, sendo</b><span style="font-weight: 400;"> as galinhas criadas livres em alojamentos onde podem manifestar comportamentos naturais como ciscar, tomar banhos de areia, bater as asas e botar ovos em ninhos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As instalações onde vivem precisam seguir regras e cuidados para preservar a </span><b>segurança das aves</b><span style="font-weight: 400;">, que precisam receber alimentação nutritiva em quantidade adequada para cada fase da vida, o que influencia na </span><b>qualidade dos ovos</b><span style="font-weight: 400;"> e nas diferentes certificações, seja com selo de bem-estar animal da Certified Humane (incluindo ou não o sistema free range), seja com o selo de produto orgânico. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dentre os pontos em comum estão:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">O cumprimento de toda a legislação vigente para granjas de recria e postura com a adoção de cuidados mínimos de biosseguridade.</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Os galpões devem oferecer alimentação e água de bebida, bem como dispor de ninhos para a atividade de postura, protegidos do ambiente externo.</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">O espaço precisa fornecer o mínimo de 6 horas contínuas de escuro e 8 horas contínuas de luz.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">A alimentação deve ser balanceada de acordo com a idade e fase de produção, bem como livre de antibióticos e de promotores de crescimento.</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre as diferenças, algumas merecem destaque:</span></p>
<ul>
<li>As normas de orgânicos mencionam a importância do respeito ao bem-estar animal, porém não especificam diversos critérios, o que dificulta o seu controle pelos órgãos de fiscalização neste quesito.</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">As normas de orgânicos ainda exigem a presença de ninhos, bebedouros e comedouros dentro dos galpões, mas não determinam a quantidade mínima, o que poderia ser causa de forte estresse entre as aves pela competição por recursos dentro dos galpões.</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">O bem-estar apenas está assegurado com a presença de certificação específica como o selo Certified Humane, que determina critérios mensuráveis associados à nutrição, ambiente e saúde das aves desde o seu nascimento. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Veja a seguir algumas das características de cada sistema.</span></p>
<h3><strong>Características da produção de ovos cage-free pelo programa Certified Humane</strong></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">No sistema </span><b>cage free</b><span style="font-weight: 400;">, ou na tradução literal </span><b>&#8220;livre de gaiolas&#8221;</b><span style="font-weight: 400;">, as aves ficam soltas dentro de galpões sem acesso a área externa. </span></p>
<p><b>No alojamento</b><span style="font-weight: 400;">, a densidade máxima dependerá do tipo de estrutura oferecida às aves. Galpões de piso único com cama podem alojar no máximo 7,14 aves/m2. Galpões com parte do piso suspenso, vazado para a melhor absorção das excretas, podem alojar até 9,09 aves/m2, e sistemas de aviário com diversos níveis, com esteiras para a retirada automática das excretas sob as plataformas, pode alojar até 11,11 galinhas/m2. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O espaço precisa contar com uma proporção de um ninho individual (boca de ninho) para cada 5 galinhas ou, em galpões com sistemas de ninho coletivo, 0,8 m2 de espaço de ninho para cada 100 aves.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Galpões de postura devem oferecer às aves 15 cm de espaço de poleiro por ave em fase de postura, ou a metade disso para aves em recria, a partir da quarta semana de idade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O espaço mínimo de comedouros a ser oferecido por ave é de 4 cm para comedouros circulares ou 5 cm para comedouros lineares com acesso pelos dois lados. O número mínimo de bebedouros exigido é de 1 nipple para cada 12 aves, ou 1 bebedouro tipo pendular para cada 100 aves.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Aves debilitadas ou enfermas devem ser segregadas em um espaço exclusivo, com ninhos, poleiros, comedouros e bebedouros para que possam se recuperar.</span></p>
<h3><strong>Características da produção de ovos free range</strong></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O </span><b>sistema de ovos free range</b><span style="font-weight: 400;"> permite que as aves tenham acesso a uma área externa. Elas podem ficar soltas durante o dia e recolhidas para os alojamentos ao final da tarde sempre que o tempo permitir.</span></p>
<p><b>No piquete</b><span style="font-weight: 400;"> (área externa) a densidade permitida é de até 5,26 aves/m2. Deve haver uma saída do galpão a cada 15 metros e as saídas precisam ter no mínimo 46 cm de altura e 53 cm de largura. A área externa deve ser bem drenada e contar com áreas de sombra natural ou artificial para que as aves sintam-se mais seguras e confortáveis.</span></p>
<p><strong><a href="https://certifiedhumanebrasil.org/empresas-certificadas/productora-huevos-de-campo-ltda-gallina-feliz/" target="_blank" rel="noopener">Conheça a Productora Huevos de Campo Ltda. – Gallina Feliz</a></strong></p>
<h3><strong>Características da produção de ovos orgânicos</strong></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">De forma similar ao sistema de criação caipira, a </span><b>produção orgânica</b><span style="font-weight: 400;"> exige que as aves tenham acesso a uma área externa na parte do dia e sejam recolhidas nos galpões à noite, sempre que as condições climáticas permitirem. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A densidade máxima dentro dos galpões segundo a lei brasileira de orgânicos, por exemplo, é similar àquela exigida na produção em galpões de piso único, ou 7 aves/m2, mas a densidade máxima para a área externa ou piquete é menor, ou seja, 0,8 m2/ave.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A dieta deve ser balanceada, os ingredientes devem ser totalmente livres de agrotóxicos, produtos químicos ou insumos transgênicos. Precisam ser, portanto, na sua maioria orgânicos também.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esta é a grande diferença dos ovos orgânicos com relação aos outros, e a principal razão pelo seu custo mais elevado.</span></p>
<p><strong><a href="https://fazendadatoca.com.br/nossos-ovos/#bemestar" target="_blank" rel="noopener">Conheça o Case Fazenda da Toca: bem-estar animal na produção de ovos orgânicos e caipiras</a></strong></p>
<h2><b>Certificação atesta qualidade da produção e regras de bem-estar animal </b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><b>Certified Humane</b><span style="font-weight: 400;"> foi a primeira certificadora a oferecer o </span><b>selo de bem-estar animal </b><span style="font-weight: 400;">para </span><b>ovos (cage free e free range) </b><span style="font-weight: 400;">na América Latina. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para que os criadores estejam aptos a receber a certificação na embalagem dos produtos, eles devem cumprir exigências específicas determinadas pela </span><b>Humane Farm Animal Care (HFAC)</b><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As normas da Certified Humane, aliada a</span><b> boas práticas de criação e manejo das aves</b><span style="font-weight: 400;"> nos sistemas cage free e free range, além de promover o bem-estar das aves refletem também na produção de ovos de qualidade e, consequentemente, em uma maior competitividade desses produtores no mercado.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para a certificação de ovos orgânicos, no entanto, o produtor deve buscar alguma das certificadoras credenciadas para este tipo de controle. A HFAC não atua na certificação de produtos orgânicos, apenas de bem-estar animal.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É importante saber que as aves que produzem ovos orgânicos ou free range sem a certificação com o selo Certified Humane não têm o mesmo nível de bem-estar das aves que produzem ovos vendidos com o selo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É importante lembrar que apenas o selo Certified Humane garante uma vida plena com bem-estar para as galinhas poedeiras.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Conheça mais detalhes sobre a</span><b> Norma para Criação de Galinhas Poedeiras</b><span style="font-weight: 400;"> da Certified Humane. </span><strong><a href="https://materiais.certifiedhumanebrasil.org/normas-especie-galinhas-poedeiras?_gl=1*fn40oy*_ga*OTMxMjkzMDk5LjE2ODE4NTM3NDY.*_ga_V65P2PJ510*MTY5NDA0MTc3OS4xMy4xLjE2OTQwNDQyNjIuNTMuMC4w*_ga_SR2Z5JR8CP*MTY5NDA0MTc3OS4zOC4xLjE2OTQwNDQyNjIuNDMuMC4w">Clique aqui</a></strong><span style="font-weight: 400;"> e acesse!</span></h3>
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		<title>Ovos caipira: Certified Humane Brasil é destaque na AviNews</title>
		<link>https://certifiedhumanebrasil.org/ovos-caipira-brasil-tem-primeira-certificadora/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Primeira Via]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 31 Oct 2017 12:41:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Consumo]]></category>
		<category><![CDATA[Galinhas Poedeiras]]></category>
		<category><![CDATA[AviNews]]></category>
		<category><![CDATA[bem-estar animal]]></category>
		<category><![CDATA[bem-estar das galinhas]]></category>
		<category><![CDATA[Certified Humane]]></category>
		<category><![CDATA[galinhas poedeiras]]></category>
		<category><![CDATA[ovos caipira]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Fonte: Priscila Beck / AviNews.  Desde o início do mês de outubro, o Brasil passou a contar com uma opção de certificação de bem-estar animal para a produção de ovos caipira. A certificação pelo Instituto Certified Humane Brasil (ICHB) é uma garantia de que o alimento em questão é oriundo de...</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Fonte: Priscila Beck / <a href="https://avicultura.info/pt-br/brasil-certificadora-ovos-caipira/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">AviNews.</a> </em></p>
<h2>Desde o <strong>início do mês de outubro</strong>, o Brasil passou a contar com <strong>uma opção de certificação de bem-estar animal para a produção de ovos caipira</strong>. A certificação pelo <strong>Instituto Certified Humane Brasil (ICHB)</strong> é uma garantia de que o alimento em questão é oriundo de produtores que atendem exigências objetivas de bem-estar animal.</h2>
<p>A certificação de ovos caipira se soma a outras duas opções já existentes de certificação para galinhas poedeiras de acordo com o sistema de criação, que são pastoreio e free range. Segundo o Instituto, a inclusão do sistema caipira de produção de ovos nas normas “Certified Humane” é uma exigência do mercado brasileiro.</p>
<div class="destacado">
<p>No final de 2016, a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) publicou a Norma Técnica ABNT NBR 16437:2016. Sob o título <em>Avicultura – Produção, classificação e identificação do ovo caipira, colonial ou capoeira,</em> a norma regulamenta um conjunto de regras a serem seguidas pelos criadores que desejem usar essa qualificação.</p>
</div>
<p>Trata-se do resultado de um trabalho conjunto, realizado por cerca de três anos, pela Associação Brasileira de Avicultura Alternativa (AVAL), Instituto MAPA, Secretaria Especial de Agricultura Familiar e Desenvolvimento Agrário, Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), além de outras entidades ligadas ao setor. Entre as exigências para a produção de ovos caipira estão densidade máxima a ser respeitada dentro dos alojamentos ou a exigência de ninhos para a postura.</p>
<div class="destacado">
<p>Em nota, o <a href="https://certifiedhumanebrasil.org/" rel="nofollow">ICHB</a>, informa que, na prática, os criadores que cumprirem as exigências do programa Certified Humane para galinhas poedeiras terão de atender apenas algumas exigências adicionais para fazer referência ao sistema caipira.</p>
</div>
<p>A entidade apresenta algumas características específicas deste sistema de criação, com relação às exigências já feitas pelo programa Certified Humane.</p>
<div class="subtitulos">
<h3 data-fontsize="20" data-lineheight="30"><b>Ambiente externo</b></h3>
</div>
<p>Tanto no <b>pastoreio</b> quanto nos sistemas <b>caipira</b> e <b>free range</b> as aves precisam ter acesso ao ambiente externo. O tempo de permanência e o espaço mínimo necessário variam.</p>
<p>No sistema de <b>pastoreio</b>, as galinhas passam boa parte do tempo ao ar livre, numa área externa que deve ser coberta por vegetação viva. O espaço mínimo é de um hectare para cada mil aves. Elas só ficam sem acesso ao exterior à noite, para proteção contra predadores.</p>
<p>Quando criadas no sistema <b>free range</b>, as aves devem ter acesso diário a uma área externa por pelo menos 6 horas, sempre que o clima permitir. O espaço disponível no exterior deve ser de no mínimo 1 metro quadrado para cada cinco galinhas.</p>
<p>O acesso das aves à uma área externa, no entanto, não é obrigatório pelo programa Certified Humane, caso os criadores não fizerem nenhuma referência aos sistemas citados anteriormente, e preferirem manter as aves livres dentro dos alojamentos.</p>
<div class="destacado">
<p>Na criação <b>de ovo caipira</b>, as aves devem ter acesso à área externa, chamada de piquete. Se as condições climáticas permitirem, elas devem ser soltas pela manhã e recolhidas ao final da tarde. A norma da ABNT determina que os piquetes deverão ter espaço equivalente a 1 metro quadrado para duas galinhas.</p>
</div>
<div class="subtitulos">
<h3 data-fontsize="20" data-lineheight="30"><b>Galpões</b></h3>
</div>
<p>Os galpões servem de abrigo para que as aves se protejam do mau tempo e tenham um espaço seguro para dormir, sem serem ameaçadas por predadores. É nesses espaços que elas realizam as atividades de postura, em ninhos apropriados.</p>
<p>Os galpões precisam ser dotados de todo o conforto necessário ao bem-estar das aves, mesmo aquelas que não têm acesso a uma área externa. As normas de bem-estar animal determinam que o piso seja coberto com materiais como maravalha, pó de pinus ou casca de arroz, apropriados para que as aves possam expressar seus comportamentos naturais, como tomar seus banhos de areia.</p>
<p>Em qualquer caso, o espaço mínimo disponível dentro do galpão é de 7 aves por metro quadrado, tanto para o sistema caipira de criação, quanto nas exigências do programa Certified Humane para alojamentos com piso único. O programa Certified Humane determina outras densidades mínimas para sistemas de várias plataformas ou pisos elevados tipo slat.</p>
<div class="destacado">
<p>A norma da ABNT para a produção de ovos caipira não mencionam a necessidade de instalar poleiros nos galpões, mas as regras de bem-estar animal exigem que, em qualquer caso, deve haver o equivalente a 15 centímetros de poleiros para cada ave nos galpões de postura. Por outro lado, a norma da ABNT traz especificações sobre a malha da tela instalada para impedir o acesso de aves silvestres aos galpões.</p>
</div>
<div class="subtitulos">
<h3 data-fontsize="20" data-lineheight="30"><b>Alimentação</b></h3>
</div>
<p>As normas de bem-estar animal prescrevem que as aves tenham acesso à água e à comida nutritiva, ambas em quantidade suficiente para suas necessidades. De maneira geral, as galinhas poedeiras certificadas pelo selo Certified Humane não podem ser alimentadas com ingredientes de origem animal.</p>
<div class="destacado">
<p>Para as aves criadas no sistema <b>caipira</b>, as normas da ABNT determinam uma restrição adicional: elas não podem comer ração em cuja composição haja corantes sintéticos ou óleo vegetal reciclado. As normas de bem-estar animal trazem também a exigência de um número mínimo de comedouros e bebedouros instalados nos galpões.</p>
</div>
<div class="subtitulos">
<h3 data-fontsize="20" data-lineheight="30"><b>Manejo</b></h3>
</div>
<p>De maneira geral, tanto a criação caipira quanto aquela definida pelo programa Certified Humane proíbem a utilização de antibióticos e outros medicamentos como forma de prevenir problemas. Essas substâncias só podem ser administradas às aves como forma de tratamento de doenças, com prescrição de um veterinário.</p>
<p>Outro ponto que costuma ser polêmico na avicultura é a debicagem, como é chamado o corte dos bicos das aves. Nas criações convencionais essa prática é corriqueira. Embora as normas da ABNT não tratem do assunto, as normas para a obtenção do selo de bem-estar animal Certified Humane proíbem a debicagem – a única medida permitida é o aparo de bico, desde que realizado antes dos 10 dias de idade.</p>
<div class="subtitulos">
<h3 data-fontsize="20" data-lineheight="30"><b>Passo importante para ovos caipira</b></h3>
</div>
<p>Para a diretora técnico-científica da Associação ​Brasileira ​da Avicultura Alternativa (AVAL​)​, M​iwa Yamamoto Miragliota, esta certificação representa um importante passo na regulamentação da cadeia produtiva das aves caipiras.</p>
<div class="opiniones">
<p>“Esta norma foi elaborada por vários representantes da sociedade (produtivo, regulatório, pesquisa​​, consumidor e fornecedor​es de insumos​) ​para definir o que é um produto legitimamente caipira e segue com as mais recentes exigências sanitárias da produção avícola”, explica Miwa. “As normas da ABNT precisam ser inseridas pelo Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento dentro de um sistema maior de inspeção e registro de produto​​. Quando houver este reconhecimento, alcançaremos o objetivo maior de redu​ção​ das fraudes​ no setor​”, completa.</p>
</div>
<p>Segundo ela, é importante alertar que muitos ovos são vendidos como caipira somente por serem vermelhos​ e, hoje, o consumidor não tem garantias. “​Neste ponto, a Certified Humane vem para assegurar com o selo na embalagem dos ovos caipira, ou seja, as galinhas que deram origem a estes ovos foram criadas em bem-estar e dentro do sistema de produção caipira”, explica.</p>
<p>O Diretor da Korin Agropecuária,  Luiz Carlos Demattê Filho, coordenador dos membros do comitê da ABNT, afirma que durante a elaboração da norma, as preocupações com requisitos de bem-estar animal foram preponderantes.</p>
<div class="opiniones">
<p>“É muito interessante e até mesmo inovador que a Humane Farm Animal Care (HFAC) venha a certificar a produção de frangos e ovos caipira já adicionadas da norma de bem estar animal”, comenta. Para Demattê, há sinergia importante nesta dupla certificação que beneficiará todos os envolvidos na produção e comercialização destes produtos. A Korin, por exemplo, já tem seus frangos caipira certificados em bem-estar animal, demonstrando a viabilidade deste protocolo.</p>
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