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	<title>Arquivos Fazenda da Toca - Certified Humane Brasil | Bem-estar animal</title>
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	<description>O selo Certified Humane® certifica que um alimento vem de produtores que atendem exigências objetivas de bem-estar animal.</description>
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		<title>TOCA ENTREVISTA: Luiz Mazzon – Diretor da Humane Farm Animal Care para a América Latina*</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Primeira Via]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Oct 2018 10:55:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Certificação]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Fazenda da Toca]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Com o olhar mais atento da sociedade sobre as condições de vida dos animais, o panorama no setor de proteína animal começa a mudar para melhor. Cada vez mais produtores aderem às práticas de bem-estar em  resposta a uma pressão crescente da indústria, varejo e...</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h2><span style="font-weight: 400;">Com o olhar mais atento da sociedade sobre as condições de vida dos animais, o panorama no setor de proteína animal começa a mudar para melhor. Cada vez mais produtores aderem às práticas de bem-estar em  resposta a uma pressão crescente da indústria, varejo e dos consumidores.</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">E a </span><a href="https://certifiedhumanebrasil.org/"><span style="font-weight: 400;">Humane Farm Animal Care</span></a><span style="font-weight: 400;">, principal órgão de certificação internacional sem fins lucrativos voltada para a melhoria de vida dos animais de produção, está à frente desse processo no Brasil e no mundo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para Luiz Mazzon, diretor para a América Latina da HFAC, a melhoria nos processos que visam garantir qualidade de vida aos animais é uma tendência já consolidada.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E o Brasil, em comparação com outros países em desenvolvimento, já saiu na frente, com muitos produtores aperfeiçoando seu manejo. A Fazenda da Toca, por exemplo, é a primeira produtora certificada na modalidade caipira de produção de ovos a receber o selo Certified Humane, da HFAC.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com ampla experiência em sistemas orgânicos e de bem-estar animal,  Mazzon nos deu nessa entrevista abaixo um completo panorama sobre as perspectivas e desafios em relação às práticas de bem-estar animal.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Confira a seguir:</span><b>  </b></p>
<p><b>Como você avalia a adesão de produtores a práticas de bem-estar animal no Brasil?</b></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">Esta adesão ocorre de forma lenta, mas gradual. O grande impulso é dado pelo mercado, que está pressionando os produtores a adotarem práticas mais humanas de manejo. Quando digo mercado, me refiro mais aos grandes compradores (grandes empresas que usam ingredientes de origem animal nas suas formulações) do que o consumidor final em si. Por outro lado, o sistema caipira de produção tem um forte apelo na mente do consumidor brasileiro, e isso também ajuda na pressão por melhores práticas de criação de galinhas poedeiras. A propósito, foi um grande avanço a publicação da norma técnica NBR 16437, da ABNT, no final de 2016, com as regras para a produção de ovos pelo sistema caipira. Faltaria agora garantir que qualquer produtor que faça referência ao sistema caipira na embalagem tenha a obrigação de se certificar, o que daria maiores garantias ao consumidor final. De qualquer forma, posso afirmar que o Brasil é um dos países em desenvolvimento líderes nessa adesão dos produtores a melhores práticas de bem-estar. Estive recentemente em um evento voltado à produção de ovos de galinhas livres no Sudeste Asiático, e pude constatar que lá o movimento está apenas começando. Algumas empresas já estão se comprometendo a comprar apenas ovos de galinhas livres, mas não têm ainda opção de produtores que oferecem esse tipo de produto.</span></p></blockquote>
<p><b>Pela sua percepção sobre o mercado consumidor, como fica a questão da vantagem competitiva, na sua opinião? O quanto os consumidores estão dispostos a pagar a mais por um produto que considera o bem-estar animal? </b></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">Costumo comparar muito o mercado de produtos com certificação de bem-estar animal com os produtos orgânicos, pois são consumidores com o mesmo perfil, mais conscientes sobre o alimento que consomem. Vemos no Brasil um aumento anual constante entre 20 e 30% nas vendas de produtos orgânicos há muitos anos. Por isso, acredito que produtos com certificação de bem-estar animal têm forte potencial, mesmo porque esta certificação por si só não impõe a presença de ração orgânica aos animais, que muitas vezes traz um forte impacto no custo do produto. Quando o produto, além de ter certificação de bem-estar animal, é ainda orgânico, considero que tem uma enorme vantagem competitiva com relação aos produtos convencionais. Mas você tem razão quando pergunta sobre a disposição do consumidor em pagar mais por isso. A resposta vai depender muito de cada mercado. Nos grandes centros urbanos, cidades com mais de 1 milhão de habitantes, a parcela da população disposta a pagar mais é maior, naturalmente.</span></p></blockquote>
<p><b>O número de produtores certificados vem crescendo? Quanto? </b></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">Vem crescendo, mas de forma lenta. Muitas consultas sendo feitas, produtores interessados nas normas e tudo mais. Mas noto um crescimento mais forte em outros países. No Chile, por exemplo, tínhamos apenas um cliente certificado até o final do ano passado. Agora já temos cinco. De qualquer forma, nossos clientes têm grande visibilidade no mercado, alguns com produções mais modestas, mas outros com altos volumes, o que comprova que as práticas de bem-estar animal podem ser adotadas por produtores de qualquer tamanho.</span></p></blockquote>
<p><b>Qual é o ramo de atividade que hoje é mais engajada às práticas de bem-estar animal (avicultura, suinocultura, pecuária etc)? </b></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">No momento, sem dúvida nenhuma é a avicultura, mais especificamente a criação de galinhas poedeiras.</span></p></blockquote>
<p><b>Falando em avicultura de postura, que é o nosso negócio aqui na Toca, quais são as principais exigências e os aspectos mais considerados pela certificação? </b></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">São várias as exigências, nosso referencial para galinhas poedeiras tem muitas páginas! Mas vamos a alguns dos principais tópicos:</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">– Densidade – de 0,09 a 0,14 m2 por ave, dependendo do tipo de alojamento (piso único, slat ou aviários de vários níveis). Frangas de reposição tem densidade mínima determinada também.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">– Recursos nos galpões – 15 cm de poleiros por ave adulta, 7.5 cm por franga a partir da 4ª semana; 1 ninho para cada 5 aves, espaço de comedouros e de bebedouros dependendo do tipo de equipamento, cama apropriada em um mínimo de 15% do espaço de piso</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">– A gestão da cama é um ponto bastante importante. Deve estar sempre seca, em boas condições para que os animais possam expressar o seu comportamento natural</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">– Debicagem proibida, permitido apenas o aparo de bico em um nível mínimo, e o procedimento deve ser realizado até os 10 dias de idade</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">– Conforto térmico através de controle de temperatura e ventilação, níveis de amônia controlados, número mínimo de horas de escuridão total e de luz</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">– Presença de uma área separada para o tratamento das aves doentes, com os mesmos recursos disponibilizados às outras aves</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">– Proibição da presença de ingredientes provenientes de mamíferos ou aves na ração. Proibição da presença de antibióticos preventivos e promotores de crescimento na ração.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso são exigidos diversos tipos de registro para manter o controle do manejo das aves durante o ano todo (verificados durante as inspeções), além da capacitação de todos os funcionários envolvidos no contato com os animais, para que tenham tratamento compassivo e saibam identificar sinais de problemas que precisam de atenção imediata.</span></p></blockquote>
<p><b>O que você considera ser o principal desafio da certificação (custo, mão de obra qualificada para o manejo etc)? </b></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">Pelo que tenho conversado com produtores certificados, o custo da certificação não é um obstáculo. O maior desafio seria a quebra de certos paradigmas, e o tratamento das causas e não das consequências. Por exemplo, se um produtor está com problema de amontoamento das aves em algum galpão, ao invés de colocar fiação elétrica para “treinar” as aves, deve descobrir o que está causando este amontoamento. Pode ser algum predador (coruja, cachorro, etc), algum ruído diferente, enfim, algo que precisa ser sanado para evitar a consequência. Para os pequenos produtores é um desafio também manter o nível de registros exigido pela certificação. Ele precisa ser organizado o suficiente para que toda a sua operação possa ser monitorada constantemente. A capacitação dos funcionários também é um grande desafio, pois um manejo inadequado pode ser a causa da suspensão da certificação.</span></p></blockquote>
<p><b>Falando especificamente em aves de postura, hoje quantas granjas com quantos animais são certificados pela Certified Humane?</b></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">Atualmente, na América Latina, temos aproximadamente 30 granjas com 1,2 milhão de aves certificadas. Na América do Norte o número é bem maior, pois foi lá onde tudo começou, com granjas certificadas desde 2003.</span></p></blockquote>
<p><b>Muitas empresas, como Carrefour e GPA já se comprometeram a apenas comprar de granjas provenientes de sistemas livres e gaiola. Como esse comprometimento pode mudar o panorama da produção e aumentar o foco em bem-estar? </b></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">Este comprometimento é o que está pressionando os produtores. Pode, portanto, mudar bastante o panorama, empurrando a maioria dos grandes produtores comerciais para iniciarem produções livres de gaiolas. Não vejo no Brasil um panorama a curto ou médio prazo onde toda a produção seja convertida a livres de gaiolas, mas todos os grandes produtores, ou já se certificaram, ou estão buscando maiores informações. Há inclusive uma pressão para que se regulamente o assunto, pois não existe nada “oficial” a este respeito.</span></p></blockquote>
<p><b>O mercado de orgânicos vem crescendo a uma taxa significativa porque as pessoas estão mais interessadas em produtos naturais e que considerem uma prática que respeita o meio ambiente e os animais. Como você vê essa intersecção entre orgânicos e bem-estar animal? </b></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">Como comentei anteriormente, a intersecção é total, mesmo porque no regulamento de orgânicos estão presentes vários critérios de bem-estar animal também. O consumidor está mais atento, está entendendo mais de onde vem o seu alimento. Está entendendo o efeito que provoca o alimento no seu corpo, na sua longevidade, na vida da sua família, no bem-estar dos seus filhos. As redes sociais têm um papel fundamental nisso. As novas gerações estão cada vez mais antenadas, lendo rótulos, buscando alternativas mais saudáveis e mais sustentáveis. É um caminho sem volta.</span></p></blockquote>
<p><b>Como você enxerga o futuro da criação de animais para a produção? </b></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">Com muito mais bem-estar para os animais. Essa movimentação atualmente está muito forte para as galinhas poedeiras. No entanto, muitas empresas já estão se comprometendo em melhorar as práticas na criação dos suínos, grandes abatedouros estão se adequando à normas para abate humanitário, e pouco a pouco as legislações vão absorvendo práticas de bem-estar. Neste exato momento está em consulta pública uma lei com melhores práticas para a criação de suínos, e tenho visto articulações para a regulamentação da produção de ovos por galinhas livres de gaiolas. O futuro certamente será melhor para os animais de produção.</span></p></blockquote>
<p><i><span style="font-weight: 400;">*Esta entrevista é de autoria da Fazenda da Toca Orgânicos, cliente certificado pela Certified Humane. O conteúdo está publicado originalmente no site da <a href="https://fazendadatoca.com.br/toca-entrevista-luiz-mazzon/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Toca</a>. </span></i></p>
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		<title>Ovo caipira orgânico: Fazenda da Toca recebe selo Certified Humane</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Primeira Via]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 20 Feb 2018 17:49:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Galinhas Poedeiras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Fazenda da Toca é a mais nova empresa reconhecida pela Certified Humane Brasil. A propriedade, localizada em Itirapina – a 200km de São Paulo –, é a maior produtora de ovo caipira orgânico do país e a primeira a receber a certificação de ovo...</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h2><span style="font-weight: 400;">A Fazenda da Toca é a mais nova empresa reconhecida pela Certified Humane Brasil. A propriedade, localizada em Itirapina – a 200km de São Paulo –, é a maior produtora de ovo caipira orgânico do país e a primeira a receber a <a href="https://certifiedhumanebrasil.org/certificacao-de-ovo-caipira/">certificação de ovo caipira pela instituição</a>, que passou a oferecer esta modalidade do selo no final do ano passado.</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A produção de ovo caipira orgânico em grande quantidade, como na Fazenda da Toca, vai ao encontro da crescente demanda por esse produto pelos consumidores brasileiros, que já o reconhecem como superior em comparação aos produzidos em granjas industriais. Porém, a produção deste segmento ainda é pequena por aqui.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na França, por exemplo, a criação caipira passou a alcançar cerca de <strong><a href="https://www.canalrural.com.br/noticias/rural-noticias/conheca-vantagens-criar-galinha-caipira-67334" target="_blank" rel="noopener noreferrer">30% do mercado interno</a></strong> desde a regulamentação</span><span style="font-weight: 400;">. No Brasil, a produção desses ovos ganhou normas específicas no final de 2016 &#8211; o manual é o resultado do trabalho de diversas entidades ligadas ao setor para barrar o uso desenfreado da expressão “ovo caipira”, muito comum nos supermercados, mas sem nenhuma garantia de origem.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Muitas destas regras já eram implementadas pela Certified Humane. A norma técnica ABNT NBR 16437, no entanto, não tem força de lei, sendo apenas um guia para os produtores. Entretanto, todos os ovos com a referência ao sistema caipira que tenham o selo Certified Humane são originários de granjas que cumprem integralmente a norma da ABNT.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A Fazenda da Toca Orgânicos, que foi fundada em 2009, surgiu com a ideia de produção de alimentos orgânicos em grande escala. Hoje, mantém aves da raça </span><i><span style="font-weight: 400;">Lohmann Brown </span></i><span style="font-weight: 400;">distribuídas em um complexo de aviários. Os ovos estão presentes em mais de 500 pontos de venda. O produto é comercializado com a marca da Fazenda da Toca e também vendido para marcas próprias de redes supermercadistas, como Taeq (Pão de Açúcar) e Sentir Bem (Walmart), além da Mantiqueira.</span></p>
<h3><b>Fazenda da Toca</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;"><a href="https://certifiedhumanebrasil.org/wp-content/uploads/2018/02/fazenda-da-toca-galinhas-poedeiras.jpg" data-rel="lightbox-image-0" data-rl_title="" data-rl_caption="" title=""><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignright size-medium wp-image-1753" src="https://certifiedhumanebrasil.org/wp-content/uploads/2018/02/fazenda-da-toca-galinhas-poedeiras-300x188.jpg" alt="galinhas poedeiras: Fazenda da Toca" width="300" height="188" srcset="https://certifiedhumanebrasil.org/wp-content/uploads/2018/02/fazenda-da-toca-galinhas-poedeiras-300x188.jpg 300w, https://certifiedhumanebrasil.org/wp-content/uploads/2018/02/fazenda-da-toca-galinhas-poedeiras-768x481.jpg 768w, https://certifiedhumanebrasil.org/wp-content/uploads/2018/02/fazenda-da-toca-galinhas-poedeiras-600x376.jpg 600w, https://certifiedhumanebrasil.org/wp-content/uploads/2018/02/fazenda-da-toca-galinhas-poedeiras-320x202.jpg 320w, https://certifiedhumanebrasil.org/wp-content/uploads/2018/02/fazenda-da-toca-galinhas-poedeiras-700x441.jpg 700w, https://certifiedhumanebrasil.org/wp-content/uploads/2018/02/fazenda-da-toca-galinhas-poedeiras-200x125.jpg 200w, https://certifiedhumanebrasil.org/wp-content/uploads/2018/02/fazenda-da-toca-galinhas-poedeiras-400x251.jpg 400w, https://certifiedhumanebrasil.org/wp-content/uploads/2018/02/fazenda-da-toca-galinhas-poedeiras-800x501.jpg 800w, https://certifiedhumanebrasil.org/wp-content/uploads/2018/02/fazenda-da-toca-galinhas-poedeiras.jpg 1199w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></a>A certificação de ovo caipira, oferecida pela Certified Humane desde o final do ano passado, é uma forma de o consumidor ter a certeza de que o produto que está consumindo é proveniente, de fato, de um sistema de produção caipira. Para obter e manter o selo, os produtores devem atender algumas exigências adicionais na criação de galinhas poedeiras com respeito ao bem-estar animal.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim como prevê a certificação de ovo caipira da Certified Humane, lá na Fazenda da Toca o manejo das galinhas é levado muito a sério. “O cuidado com os animais é primordial, o ovo é consequência”, afirma Rodrigo Cobrelo, coordenador de produção de ovos. As aves são criadas livres de gaiolas e têm acesso às áreas externas, com espaço para ciscar, caminhar e correr. A área interna conta com duas linhas de fornecimento de água, poleiros, ventilação e casinhas para postura, protegendo-as das condições desfavoráveis do clima e de predadores.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, as galinhas só comem ração orgânica, produzida no próprio local. Quando necessário, a medicação é feita com homeopatia e produtos e fitoterápicos. Mais do que oferecer ovos orgânicos caipiras, a Fazenda da Toca difunde um modelo de vida mais sustentável e respeitoso com a natureza e os animais.</span></p>
<h3><b>A certificação</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O mercado ainda entende que a coloração mais avermelhada da casca e da gema definem o ovo caipira. <strong><a href="https://certifiedhumanebrasil.org/ovo-caipira-ou-organico-quais-as-diferencas/">Mas não é bem assim</a></strong>. Para receber o selo, as galinhas produtoras precisam ter acesso à área externa, o chamado piquete (</span><i><span style="font-weight: 400;">free range</span></i><span style="font-weight: 400;">), que deve ter espaço equivalente a 0,5 m² por ave. Os galpões servem para abrigá-las, sendo os locais onde realizam atividades de postura, com conforto e bem-estar. No piso, maravalha, pó de pinus ou casca de arroz são as coberturas adequadas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O espaço mínimo disponível nestes locais deve ser de 1 m² para 7 aves, mas com a certificação orgânica</span> <span style="font-weight: 400;">esta densidade é ainda menor, de 1m² para 6 aves. Além disso, são necessários 15 centímetros de espaço no poleiro para cada ave nos galpões de postura, o que não é uma exigência nem do sistema caipira, nem do sistema orgânico, mas item obrigatório das normas Certified Humane.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quanto à comida, a ração não pode conter corantes sintéticos ou óleo vegetal reciclado em sua composição. Antibióticos e outros medicamentos para prevenção são vetados, podendo ser utilizados somente sob prescrição de um profissional. Outro item importante é a debicagem, que é proibida. O que é permitido é o aparo do bico, desde que feito nas galinhas antes dos 10 dias de idade (mas essa prática não é utilizada na Fazenda da Toca). Além dessas, há outras restrições adicionais impostas pelo regulamento orgânico brasileiro.</span></p>
<p>O post <a href="https://certifiedhumanebrasil.org/ovo-caipira-organico-fazenda-da-toca-selo-certified-humane/">Ovo caipira orgânico: Fazenda da Toca recebe selo Certified Humane</a> apareceu primeiro em <a href="https://certifiedhumanebrasil.org">Certified Humane Brasil  | Bem-estar animal</a>.</p>
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