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	<title>Arquivos AviNews - Certified Humane Brasil | Bem-estar animal</title>
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	<description>O selo Certified Humane® certifica que um alimento vem de produtores que atendem exigências objetivas de bem-estar animal.</description>
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		<title>Ovos caipira: Certified Humane Brasil é destaque na AviNews</title>
		<link>https://certifiedhumanebrasil.org/ovos-caipira-brasil-tem-primeira-certificadora/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Primeira Via]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 31 Oct 2017 12:41:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Consumo]]></category>
		<category><![CDATA[Galinhas Poedeiras]]></category>
		<category><![CDATA[AviNews]]></category>
		<category><![CDATA[bem-estar animal]]></category>
		<category><![CDATA[bem-estar das galinhas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Fonte: Priscila Beck / AviNews.  Desde o início do mês de outubro, o Brasil passou a contar com uma opção de certificação de bem-estar animal para a produção de ovos caipira. A certificação pelo Instituto Certified Humane Brasil (ICHB) é uma garantia de que o alimento em questão é oriundo de...</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Fonte: Priscila Beck / <a href="https://avicultura.info/pt-br/brasil-certificadora-ovos-caipira/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">AviNews.</a> </em></p>
<h2>Desde o <strong>início do mês de outubro</strong>, o Brasil passou a contar com <strong>uma opção de certificação de bem-estar animal para a produção de ovos caipira</strong>. A certificação pelo <strong>Instituto Certified Humane Brasil (ICHB)</strong> é uma garantia de que o alimento em questão é oriundo de produtores que atendem exigências objetivas de bem-estar animal.</h2>
<p>A certificação de ovos caipira se soma a outras duas opções já existentes de certificação para galinhas poedeiras de acordo com o sistema de criação, que são pastoreio e free range. Segundo o Instituto, a inclusão do sistema caipira de produção de ovos nas normas “Certified Humane” é uma exigência do mercado brasileiro.</p>
<div class="destacado">
<p>No final de 2016, a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) publicou a Norma Técnica ABNT NBR 16437:2016. Sob o título <em>Avicultura – Produção, classificação e identificação do ovo caipira, colonial ou capoeira,</em> a norma regulamenta um conjunto de regras a serem seguidas pelos criadores que desejem usar essa qualificação.</p>
</div>
<p>Trata-se do resultado de um trabalho conjunto, realizado por cerca de três anos, pela Associação Brasileira de Avicultura Alternativa (AVAL), Instituto MAPA, Secretaria Especial de Agricultura Familiar e Desenvolvimento Agrário, Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), além de outras entidades ligadas ao setor. Entre as exigências para a produção de ovos caipira estão densidade máxima a ser respeitada dentro dos alojamentos ou a exigência de ninhos para a postura.</p>
<div class="destacado">
<p>Em nota, o <a href="https://certifiedhumanebrasil.org/" rel="nofollow">ICHB</a>, informa que, na prática, os criadores que cumprirem as exigências do programa Certified Humane para galinhas poedeiras terão de atender apenas algumas exigências adicionais para fazer referência ao sistema caipira.</p>
</div>
<p>A entidade apresenta algumas características específicas deste sistema de criação, com relação às exigências já feitas pelo programa Certified Humane.</p>
<div class="subtitulos">
<h3 data-fontsize="20" data-lineheight="30"><b>Ambiente externo</b></h3>
</div>
<p>Tanto no <b>pastoreio</b> quanto nos sistemas <b>caipira</b> e <b>free range</b> as aves precisam ter acesso ao ambiente externo. O tempo de permanência e o espaço mínimo necessário variam.</p>
<p>No sistema de <b>pastoreio</b>, as galinhas passam boa parte do tempo ao ar livre, numa área externa que deve ser coberta por vegetação viva. O espaço mínimo é de um hectare para cada mil aves. Elas só ficam sem acesso ao exterior à noite, para proteção contra predadores.</p>
<p>Quando criadas no sistema <b>free range</b>, as aves devem ter acesso diário a uma área externa por pelo menos 6 horas, sempre que o clima permitir. O espaço disponível no exterior deve ser de no mínimo 1 metro quadrado para cada cinco galinhas.</p>
<p>O acesso das aves à uma área externa, no entanto, não é obrigatório pelo programa Certified Humane, caso os criadores não fizerem nenhuma referência aos sistemas citados anteriormente, e preferirem manter as aves livres dentro dos alojamentos.</p>
<div class="destacado">
<p>Na criação <b>de ovo caipira</b>, as aves devem ter acesso à área externa, chamada de piquete. Se as condições climáticas permitirem, elas devem ser soltas pela manhã e recolhidas ao final da tarde. A norma da ABNT determina que os piquetes deverão ter espaço equivalente a 1 metro quadrado para duas galinhas.</p>
</div>
<div class="subtitulos">
<h3 data-fontsize="20" data-lineheight="30"><b>Galpões</b></h3>
</div>
<p>Os galpões servem de abrigo para que as aves se protejam do mau tempo e tenham um espaço seguro para dormir, sem serem ameaçadas por predadores. É nesses espaços que elas realizam as atividades de postura, em ninhos apropriados.</p>
<p>Os galpões precisam ser dotados de todo o conforto necessário ao bem-estar das aves, mesmo aquelas que não têm acesso a uma área externa. As normas de bem-estar animal determinam que o piso seja coberto com materiais como maravalha, pó de pinus ou casca de arroz, apropriados para que as aves possam expressar seus comportamentos naturais, como tomar seus banhos de areia.</p>
<p>Em qualquer caso, o espaço mínimo disponível dentro do galpão é de 7 aves por metro quadrado, tanto para o sistema caipira de criação, quanto nas exigências do programa Certified Humane para alojamentos com piso único. O programa Certified Humane determina outras densidades mínimas para sistemas de várias plataformas ou pisos elevados tipo slat.</p>
<div class="destacado">
<p>A norma da ABNT para a produção de ovos caipira não mencionam a necessidade de instalar poleiros nos galpões, mas as regras de bem-estar animal exigem que, em qualquer caso, deve haver o equivalente a 15 centímetros de poleiros para cada ave nos galpões de postura. Por outro lado, a norma da ABNT traz especificações sobre a malha da tela instalada para impedir o acesso de aves silvestres aos galpões.</p>
</div>
<div class="subtitulos">
<h3 data-fontsize="20" data-lineheight="30"><b>Alimentação</b></h3>
</div>
<p>As normas de bem-estar animal prescrevem que as aves tenham acesso à água e à comida nutritiva, ambas em quantidade suficiente para suas necessidades. De maneira geral, as galinhas poedeiras certificadas pelo selo Certified Humane não podem ser alimentadas com ingredientes de origem animal.</p>
<div class="destacado">
<p>Para as aves criadas no sistema <b>caipira</b>, as normas da ABNT determinam uma restrição adicional: elas não podem comer ração em cuja composição haja corantes sintéticos ou óleo vegetal reciclado. As normas de bem-estar animal trazem também a exigência de um número mínimo de comedouros e bebedouros instalados nos galpões.</p>
</div>
<div class="subtitulos">
<h3 data-fontsize="20" data-lineheight="30"><b>Manejo</b></h3>
</div>
<p>De maneira geral, tanto a criação caipira quanto aquela definida pelo programa Certified Humane proíbem a utilização de antibióticos e outros medicamentos como forma de prevenir problemas. Essas substâncias só podem ser administradas às aves como forma de tratamento de doenças, com prescrição de um veterinário.</p>
<p>Outro ponto que costuma ser polêmico na avicultura é a debicagem, como é chamado o corte dos bicos das aves. Nas criações convencionais essa prática é corriqueira. Embora as normas da ABNT não tratem do assunto, as normas para a obtenção do selo de bem-estar animal Certified Humane proíbem a debicagem – a única medida permitida é o aparo de bico, desde que realizado antes dos 10 dias de idade.</p>
<div class="subtitulos">
<h3 data-fontsize="20" data-lineheight="30"><b>Passo importante para ovos caipira</b></h3>
</div>
<p>Para a diretora técnico-científica da Associação ​Brasileira ​da Avicultura Alternativa (AVAL​)​, M​iwa Yamamoto Miragliota, esta certificação representa um importante passo na regulamentação da cadeia produtiva das aves caipiras.</p>
<div class="opiniones">
<p>“Esta norma foi elaborada por vários representantes da sociedade (produtivo, regulatório, pesquisa​​, consumidor e fornecedor​es de insumos​) ​para definir o que é um produto legitimamente caipira e segue com as mais recentes exigências sanitárias da produção avícola”, explica Miwa. “As normas da ABNT precisam ser inseridas pelo Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento dentro de um sistema maior de inspeção e registro de produto​​. Quando houver este reconhecimento, alcançaremos o objetivo maior de redu​ção​ das fraudes​ no setor​”, completa.</p>
</div>
<p>Segundo ela, é importante alertar que muitos ovos são vendidos como caipira somente por serem vermelhos​ e, hoje, o consumidor não tem garantias. “​Neste ponto, a Certified Humane vem para assegurar com o selo na embalagem dos ovos caipira, ou seja, as galinhas que deram origem a estes ovos foram criadas em bem-estar e dentro do sistema de produção caipira”, explica.</p>
<p>O Diretor da Korin Agropecuária,  Luiz Carlos Demattê Filho, coordenador dos membros do comitê da ABNT, afirma que durante a elaboração da norma, as preocupações com requisitos de bem-estar animal foram preponderantes.</p>
<div class="opiniones">
<p>“É muito interessante e até mesmo inovador que a Humane Farm Animal Care (HFAC) venha a certificar a produção de frangos e ovos caipira já adicionadas da norma de bem estar animal”, comenta. Para Demattê, há sinergia importante nesta dupla certificação que beneficiará todos os envolvidos na produção e comercialização destes produtos. A Korin, por exemplo, já tem seus frangos caipira certificados em bem-estar animal, demonstrando a viabilidade deste protocolo.</p>
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