Project Description

Operações Certificadas – Rizoma Agricultura Regenerativa S.A. – Fazenda Takaoka

A Rizoma é a nova fazenda brasileira a obter o certificado de bem-estar animal Certified Humane para a criação de bovinos de corte. A produção agropecuária faz parte dos novos investimentos do empresário Pedro Paulo Diniz, que junto a outros dois sócios – Marcelo Marzola e Fábio Sakamoto – está à frente do projeto que visa desenvolver a cadeia de produção de alimentos regenerativos no Brasil.

Localizada em Iaras (SP), a Fazenda Takaoka (uma das duas propriedades operadas pela Rizoma) foi a que recebeu o selo Certified Humane. Lá, a atividade é dividida entre a produção de grãos e a pecuária de corte. São 723 hectares de área de plantio, dos quais 44 são destinados à pastagem permanente em sistemas silvipastoris (SSPs), ainda em fase experimental. 560 hectares dos demais são operados em sistemas de integração entre lavoura e pecuária (ILPs), produzindo pasto orgânico na entressafra dos grãos, o que traz benefícios tanto para a alimentação dos animais quanto para a saúde do solo.

O rebanho da Rizoma

Hoje, 833 novilhas da raça Nelore fazem parte do rebanho da Rizoma. Os bovinos comem à vontade em pastos produzidos de forma orgânica e recebem tratamento especial com a utilização de homeopatia para o controle de parasitas e óleos essenciais, que auxiliam na manutenção da saúde dos animais.

A Rizoma investe em agricultura regenerativa – a empresa utiliza o sistema ILP para promover uma renovação constante do pasto, garantindo um alimento com maior teor proteico e menor teor de fibras não digestíveis para os bovinos. O confinamento dos bovinos não faz parte da estratégia na Takaoka. “Além de causar estresse aos animais, a prática pode intensificar a emissão de gases que colaboram para o efeito estufa. Quando ficam expostos ao calor excessivo, sem sombra e água fresca, os bovinos não se comportam de forma natural – se alimentam e crescem menos, o que prejudica a produção”, explica Marcelo Marzola, sócio e co-fundador da Rizoma. Portanto, o bem-estar animal é um princípio ético da empresa e, ainda, visto como um fator indispensável para uma boa performance da agropecuária regenerativa e, consequentemente, do negócio.

Para acompanhar o perfil do consumidor atual, cada vez mais consciente dos danos potenciais dos seus hábitos de consumo, a Rizoma buscou o programa Certified Humane de bem-estar animal. “Esta procura por qualidade e responsabilidade socioambiental do público está abrindo espaço para os produtores que conseguem comprovar a origem dos ingredientes e a ética nos processos de produção, chancelas que somente certificadoras de renome podem dar”, avalia Marzola. Assim, a empresa buscou o Instituto Certified Humane para obter a certificação de bem-estar para toda a produção animal feita na Takaoka. “O selo é uma forma de trazer mais transparência para a cadeia produtiva e mais confiança para o consumidor final”, opina.

Operando com bem-estar animal desde sempre

Os sistemas agropecuários da Rizoma foram projetados em conformidade com as normas da Humane Farm Animal Care (HFAC), mesmo antes de serem operados. A Fazenda da Toca, que já possui a certificação, foi a incubadora da Rizoma, “o que fez com que a nossa empresa já nascesse com o bem-estar animal e o impacto ambiental positivo no DNA”, explica Pedro Paulo. Os desafios, voltados ao treinamento de novos funcionários e ao engajamento de parceiros, como manejadores e transportadores de animais, foram amparados pela Certified Humane. “O contato com a instituição é realizado de maneira muito próxima, o que torna o trabalho ainda mais seguro e eficiente”, complementa.

A produção de animais foi iniciada este ano na Rizoma, mas a empresa já sente os efeitos da criação com bem-estar animal. Segundo Fábio Sakamoto, a fazenda tem recebido elogios constantes a respeito da pecuária da Takaoka – os visitantes ficam impressionados com a tranquilidade dos animais e ressaltam que a qualidade do rebanho é totalmente visível.

Enquanto a produção agrícola da Rizoma já abastece empresas de alimentos no Brasil e no exterior, o produto animal ainda não está sendo comercializado. “Infelizmente, ainda não existem frigoríficos com a certificação Certified Humane no país, o que faz com o que o nosso selo garanta o bem-estar animal ‘da porteira para dentro’. Estamos trabalhando junto à cadeia para que isso mude, ou o nosso produto acabará sendo vendido como um alimento convencional.”, finaliza Sakamoto.

Mais informações podem ser obtidas no site da empresa.

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