3 mitos x fatos sobre certificação de bem-estar animal

A certificação de bem-estar animal ainda gera muitas dúvidas. A maioria dos produtores de granjas e fazendas brasileiras concordam que os animais de produção sejam criados sob regras de manejo humanizado. Por outro lado, podem surgir alguns mitos sobre a certificação de bem-estar animal, gerando obstáculos para o alcance do selo.

Algumas questões levantadas pelos responsáveis por garantir uma vida digna aos animais do nascimento ao abate são os custos da certificação de bem-estar animal, o tamanho da propriedade e a complexidade das exigências para a obtenção do selo. Para eliminar qualquer dúvida sobre o assunto, elencamos 3 mitos x fatos sobre a certificação de bem-estar animal:

MITO – Apenas propriedades muito grandes ou muito pequenas podem obter a certificação de bem-estar animal.

FATO – A certificação de bem-estar animal é voltada para propriedades de qualquer tamanho.

Esta é uma das dúvidas mais recorrentes sobre o assunto. Não há nada que impeça um pequeno sítio de obter a certificação de bem-estar animal nem uma grande fazenda. Até pode se pensar que aglomerar inúmeras galinhas no menor espaço possível, por exemplo, seja lucrativo. Bem pelo contrário – essa suposta “vantagem” às custas do sofrimento animal não existe. Animais bem tratados podem trazer ganhos de produtividade, já que adoecem menos, ganham peso mais rápido e produzem proteína de melhor qualidade.

MITO – A certificação de bem-estar animal custa caro.

FATO – Os custos para se obter a certificação de bem-estar animal cabem em mitos e fatos sobre certificacao de bem-estar animalpraticamente todos os bolsos.

Os valores de investimento dependem das condições em que a propriedade se encontra. Por isso, o ponto de partida é que qualquer interessado em ser certificado consulte o manual de diretrizes para fazer as adequações de infraestrutura necessárias no sítio ou fazenda. Depois, há uma tarifa de solicitação da certificação de bem-estar animal. Além disso, o produtor ou fazendeiro precisa arcar com as despesas relacionadas às visitas de inspeção (deslocamento, estadia e alimentação do profissional Certified Humane), que varia de acordo com a extensão do serviço. Por fim, há tarifas cobradas periodicamente das propriedades que mantém o selo, de acordo com o seu número de animais e produtos processados nestes locais.

MITO – O processo para se obter a certificação de bem-estar animal é árduo e complexo.

FATO – As regras de bem-estar animal são objetivas e não há complicações.

Em resumo, essas regras são orientações claras para produtores e fazendeiros sobre o que fazer para criar um ambiente no qual os animais não sofram. São normas relacionadas ao fornecimento de água e comida na quantidade correta para cada espécie, sobre o espaço necessário para cada animal expressar seus comportamentos naturais e formas de evitar o seu estresse – iluminação, horas de sono e transporte adequado. Não são exigências difíceis de se executar para quem quer assumir o compromisso de assegurar uma vida digna aos animais. Vale lembrar que a certificação de bem-estar animal é concedida àquelas propriedades que seguirem efetivamente todas as normas da Certified Humane.  

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12/06/18|Produtor|

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